domingo, 8 de março de 2009

CACHAÇA em Tolouse!



Agora em março, o filme participa da Competitiva Documental do festival Rencontres Cinema d'Amerique Latine, na cidade francesa de Tolouse. Os dias das projeções você acompanha na coluna PRÓXIMAS PROJEÇÕES, ao lado.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Cachaça nos EEUU!

Outra notícia que esqueci de dar foi a da seleção do filme para o TIBURON INTERNATIONAL FILM FESTIVAL, festival californiano dedicado ao cinema independente. Assim que souber as datas das projeções, publico no blog.

CACHAÇA no México !



Ando em falta com o blog, montando o novo longa, 'Enigma do HU' (título provisório), que em breve terá também o seu blog. Esqueci de postar, por exemplo, a seleção do filme para a MOSTRA COMPETITIVA OFICIAL do FICCO 2009, o mais interessante festival de cinema independente do México. Viajo na quarta-feira de cinzas. O filme passa na terça-feira gorda, na quinta, na sexta e no sábado. Os horários e salas você encontra na coluna 'próximas projeções' ao lado.


domingo, 30 de novembro de 2008

Apresentando o filme em MAR DEL PLATA

Esse aí embaixo sou eu apresentando o filme no TEATRO COLÓN, no Festival de Mar del Plato.
Ao meu lado, a intérprete, que corrigia meu portunhol fulêro, e o Eduardo Flores Lescano, programador do festival (com o microfone).





Crítica publicada em Mar del Plata

Mais uma resenha sobre o filme, essa foi publicada no caderno de cultura do jornal LA CAPITAL, de Mar del Plata, na ocasião da projeção do filme no festival da cidade. Como vocês podem ler no post abaixo, o filme terminou ganhando o prêmio TATO MILLER de MELHOR DOCUMENTÁRIO. O texto ainda está em espanhol.

De cómo y por qué... la cachaza

Desde Brasil, para la Competência Lationamericana, llega ‘Carretera Real de la Cachaza”, a la manera de un viaje, o de una road movie espacio-temporal, retrata la realidad del pueblo brasilero a través de una de las bebidas que más se identifica con su cultura: la cachaza. Por medio de una investigación antropológica, socio-económica y a la vez poética, se procura ensamblar fragmentos significativos de la historia del Brasil, que se va conociendo a medida que se avanza por el antiguo recorrido del Camino Real. Recogiendo en él testimonios de los pobladores de las ciudades que atraviesa, se entrelazan la religión, los mitos e leyendas, con las antiguas tradiciones que aún sobreviven en la vida cotidiana del pueblo.

En el 10o Festival Internacional de Cine de Rio de Janeiro, 2008, recibió el premio especial del jurado como Mejor Documental esta propuesta de Pedro Urano.

Pedro Urano es director de fotografia y realizador. Como fotógrafo se destacan, entre otros trabajos, ele cortometraje “Muro” (Premio Regard Neuf en la Quincena de Realizadores del Festival Internacional de Cine de Cannes 2008) y “Quimera” seleccionado para participar en la muestra competitiva de Cannes 2004 y en el Festival Sundance 2006. En 2008, Urano rueda “Estrada Real da Cachaça”, su primer largometraje como director, donde también realiza la fotografia. El film participó en el Fesrtival Internacional de Cine de Rio de Janeiro 2008, obteniendo el premio al Mejor Documental y en el Festival de Cine de Locarno.

Para Fernando Martín Peña, “la película de Pedro Urano recorre en un mismo movimiento la historia de la cachaça, su principal zona de producción y todo el folklore alrededor de su consumo, que incluye desde misteriosos ritualies místico-religiosos hasta pintorescos versos de borrachos (y borrachas). El resultado es parte documental clássico, parte road-movie y parte film experimental que combina diversas texturas heterogéneas con una definida vocación poética. Es que para el realizador y para los diversos personajes que aparecen registrados en el filme, la cachaçano es simplemente un licor sino también un producto que representa simultáneamente dominación y liberación; una expresión cultural, una forma de vida. Y también, en buena medida, una poción mágica. Es decir, un misterio.

El film se verá a las 10 y 19.30 en el Colón. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ganhamos em MAR DEL PLATA!

O ESTRADA REAL DA CACHAÇA acaba de receber o PRÊMIO TATO MILLER de MELHOR DOCUMENTÁRIO no Festival del Cine de MAR DEL PLATA. É o primeiro prêmio internacional do filme. Ou seja, os argentinos também curtiram a onda: borrachos todos!

domingo, 16 de novembro de 2008

Cachaça na rede!

Segue resenha publicada no blog El Clandestino, que descobri numa pesquisa no Google.

Estrada Real da Cachaça

Se me perguntassem se o filme de Pedro Urano (fotógrafo de filmes como A Paixão Segundo CalladoDiário de SintraO Sol - Caminhando Contra o Vento) é um documentário "histórico", eu diria que não.

Não há um único plano de uma cabeça falante, deitando vasto conhecimento histórico sobre a estrada que vai da cidade litorânea de Paraty, no sul do estado do Rio, até o norte de Minas, chegando à localidade de Milho Verde. Não há também mapas, reencenações, fotos e nenhuma invencionice. Sob esse aspecto, não há um milímetro de filme "histórico" em Estrada Real da Cachaça (Brasil, 2008).

Por outro lado, friamente analisando, vê-se, afinal, que sim, trata-se de um documento histórico, mas feito noutra fôrma, muito mais carregada em tintas poéticas do que em tintas, digamos, acadêmicas. Urano escreveu, produziu, fotografou e dirigiu uma pesquisa de campo - coisa rara, visto que seus colegas documentaristas adoram ou contemplar o próprio umbigo ou sair à caça de algum personagem esquisito e doidivanas. (ou fazer filme sobre mordomo, cunhado e sabe-se lá mais quem)

Sons e falas entrecortadas, sobrepostas; a descontinuidade das imagens, a sutil "vertovizada" no momento de definir onde, afinal, vai dar a tal estrada, seguindo o barulho do trem. Pelo caminho, os bebuns de uma comunidade pesqueira em Paraty e uma velha rezadeira que prepara uma garrafada poderosa (com cachaça, é claro); os fiéis católicos de Morro Vermelho, que lavam a imagem do Cristo com a branquinha (porque, dizem, ajuda a conservar a madeira), as impagáveis lavadeiras de Milho Verde.

O diretor desfia a todos, num painel fundamentalmente brasileiro, porque cachaça, afinal de contas, é coisa nossa.